SPM Nordeste inaugura Ateliê Comunitário Mariaolina Martins e fortalece espaço de formação e acolhimento
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7/24/20264 min ler


Bayeux (PB) – O Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste (SPM NE) inaugurou, na quinta-feira (23), o Ateliê Comunitário Mariaolina Martins Ferreira de Araújo – Costurando Sonhos e Histórias, na sede da instituição, no bairro Mário Andreazza, em Bayeux (PB). O espaço homenageia a costureira Mariaolina Martins, conhecida como Dona Olina, e nasce para promover formação em corte e costura, incentivar a geração de renda e fortalecer a convivência comunitária entre mulheres do território.
A cerimônia reuniu familiares da homenageada, integrantes da comunidade, representantes de instituições parceiras e autoridades, entre elas a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba, Associações de mulheres, Polícia Militar e Prefeitura Municipal de João Pessoa.


Um espaço que fortalece a solidariedade
Durante a inauguração, o presidente do SPM NE, Arivaldo Sezyshta, relembrou a trajetória de mais de três décadas da instituição no estado, aproximadamente 20 anos de presença no bairro Mário Andreazza e destacou que o novo ateliê expressa a missão da Pastoral dos Migrantes de promover inclusão, organização comunitária e solidariedade em um contexto marcado pelo preconceito, pela xenofobia e pela exclusão social: "Contra o veneno da xenofobia, do racismo, da exclusão e do preconceito, nós semeamos o antídoto da solidariedade. Este espaço é uma semente para fazer nascer mais vida, mais acolhida e mais esperança".


O legado de Dona Olina
Emocionada, Luciene Martins, irmã de Dona Olina e integrante do SPM, relembrou a história da homenageada, filha de migrantes sertanejos que encontrou na costura uma profissão e uma forma de servir às pessoas. Segundo ela, o ateliê da costureira era um lugar onde mulheres não apenas encomendavam roupas, mas encontravam escuta, acolhimento e apoio.
Luciene explicou que esse legado inspirou a criação do novo espaço, que oferecerá oficinas de costura criativa, cursos de corte e costura e também ficará disponível para que mulheres da comunidade utilizem gratuitamente as máquinas quando precisarem realizar seus trabalhos: "Ela não costurava apenas tecidos; costurava sonhos e histórias. Queremos que este ateliê continue sendo um espaço de aprendizagem, mas também de convivência, escuta e partilha, como ela sempre fez".


Uma história que permanece viva
Representando os jovens atendidos pelo SPM, a educanda Júlia Airys de Souza Ventura compartilhou a experiência vivida ao lado de Dona Olina durante os preparativos de um festival cultural promovido pela instituição. Ela lembrou do carinho com que a costureira recebia os jovens para as provas das roupas e afirmou que a homenagem perpetua um legado de afeto e cuidado. A jovem destaca: "O SPM, para mim e para tantos jovens, vai além dessa estrutura que todo mundo vê. O SPM, ele vem se tornando casa, ele vem se tornando família, ele vem construindo laços que vão além do que todo mundo imagina. Sempre que danço, lembro de Dona Olina em cada detalhe das roupas que ela preparava com tanto carinho. Espero que este espaço mantenha vivo esse legado para todas as pessoas que passarem por aqui".








Costurando sonhos e transformando vidas
Mais do que um espaço de formação profissional, o Ateliê Comunitário Mariaolina Martins nasce como um ambiente de fortalecimento comunitário, geração de oportunidades e valorização das mulheres. Inspirado na história de Dona Olina, o local pretende manter viva uma prática que marcou sua trajetória: acolher pessoas, ouvir histórias e transformar gestos simples em ações concretas de solidariedade.
Com a iniciativa, o SPM Nordeste reafirma seu compromisso com a promoção da dignidade humana, da participação comunitária e da construção de uma cultura de paz e inclusão, fazendo do ateliê um novo espaço para costurar não apenas tecidos, mas também sonhos, oportunidades e esperança.
























