ONU conhece experiências de Convivência com o Semiárido na Paraíba

Representantes do Programa Mundial de Alimentos (PMA/ONU) visitaram projetos desenvolvidos pelo SPM Nordeste em Gurinhém e São Domingos do Cariri. A agenda teve como foco conhecer tecnologias sociais de captação de água e produção de alimentos desenvolvidas no Semiárido brasileiro.

SEMIARIDO

Darcy Lima - Assessor de Comunicação

9/30/20262 min ler

O SPM Nordeste recebeu a visita técnica de representantes das Nações Unidas (ONU), do Programa Mundial de Alimentos (WFP), que vieram conhecer de perto experiências e estratégias de Convivência com o Semiárido desenvolvidas junto às famílias agricultoras.

A agenda aconteceu nos municípios de Gurinhém e São Domingos do Cariri, na Paraíba, onde Rodrigo Pedroso e Letícia do Vale conheceram diferentes etapas do trabalho desenvolvido pelas organizações que atuam no Semiárido, entre elas a construção de cisternas de placas para produção de alimentos, além de momentos de capacitação e formação com as famílias participantes dos projetos.

Para Rodrigo Pedroso, a visita teve como objetivo conhecer as tecnologias sociais desenvolvidas no Semiárido brasileiro e compreender como essas experiências podem contribuir para iniciativas implementadas em outros territórios, especialmente no continente africano: “O objetivo da nossa visita aqui é entender e conhecer melhor sobre tecnologias sociais, sobretudo ligadas à captação de água da chuva.”

A troca de experiências reforça a importância das tecnologias sociais construídas a partir da realidade das comunidades e demonstra como as estratégias desenvolvidas no Semiárido brasileiro podem inspirar ações de segurança hídrica, produção de alimentos e fortalecimento da agricultura familiar em diferentes regiões do mundo.

Há décadas, a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e suas organizações parceiras constroem, junto às famílias, alternativas que valorizam os saberes locais e fortalecem a capacidade de convivência com as condições climáticas do Semiárido.

Mais do que levar água para produzir, essas iniciativas fortalecem a autonomia, a segurança alimentar e a permanência das famílias em seus territórios.

Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste

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